quarta-feira

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Ae, Ae, Ae.
Coisinhas legais para você ver na hora da novela.
Clica no título seu desculturado da porra.

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Simples assim.

=)

segunda-feira

O mundo vai ser de quem sabe o que procurar.

A Era de Informação

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Did You Know 3.0 - Você Sabia? 3.0 - Legendado em Português-Br
http://www.youtube.com/watch?v=xKps5DBJEJ4

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O mundo em transformação - O paradigma da ameaça versus oportunidade
Rogerio Martins

Acredito que ha situac?es na vida humana que s?o incontestaveis. Um exemplo e a mudanca. Quase todas as pessoas sabem que o processo de mudanca que o mundo vem passando e inevitavel, mas muitos ainda lutam contra ela. E incrivel como tem gente que faz de tudo para fugir da mudanca. As pessoas nascem, crescem, passam pela adolescencia, maturidade, velhice e morrem. Eduardo Soto diz que viver e ter a opc?o de aproveitar as circunstancias do ambiente ou de n?o aproveita-las. Viver e escolher. Escolher entre mudar ou seguir como antes. E ainda assim ha pessoas que preferem a acomodac?o.

Se fizermos um breve retorno na historia da humanidade veremos que mudar sempre foi a tonica da civilizac?o. Em busca de alimento, abrigo, seguranca e adaptac?o climatica os primeiros habitantes mudavam seu habitat ou de local.

A construc?o das cidades, da sociedade e do mundo como conhecemos hoje e fruto de muitas experiencias bem e mal sucedidas. Para tudo isso o homem precisou rever sua forma de agir e interagir como meio. Necessitou mudar seu comportamento, suas atitudes, seus pensamentos, suas crencas e suas ideias.

No mundo corporativo n?o e diferente. Atinge o sucesso aquele que, diante das mudancas, atua como agente de transformac?o. Cria. Pensa soluc?es inovadoras para os mais variados problemas organizacionais. Mas tambem faz.

Viver e estar diante do paradigma ameacas x oportunidades. Toda mudanca vai trazer a ameaca do novo, do medo, do desconhecido, do ridiculo, do falivel. Trara tambem a oportunidade da experimentac?o, da inovac?o, da gloria, do sucesso, da curiosidade, da espontaneidade e da originalidade.

O que faz a diferenca e a escolha que fazemos: ameaca ou oportunidade?

Para ser um verdadeiro agente das mudancas e buscar as oportunidades, s?o imprescindiveis alguns atributos pessoais como coragem, vis?o e senso de realizac?o.

A coragem serve para promover a mudanca e, mais ainda, para rever os rumos do processo. E o impulso necessario para que algo seja feito, mesmo que isso contrarie tudo e todos. Isso me lembra a historia de Bill Gates, aquele que teve coragem de popularizar o uso do computador. Em uma epoca regida pelas grandes corporac?es, ele arriscou mudar o cenario... e deu certo.

A vis?o tem papel fundamental para que o processo de mudanca n?o se perca nas criticas e nas diversas possibilidades que surgem. Mudar sem saber para onde e o mesmo que n?o sair do lugar. Existe um ditado grego que diz: ?aquele que n?o sabe para onde ir, qualquer caminho serve?. E necessario que toda mudanca tenha um objetivo claro: crescimento pessoal, lucratividade, erradicac?o de falhas na produc?o, desburocratizac?o, qualidade total, melhoria nas relac?es internas, etc.

Ha uma historia interessante sobre isso, que envolve um cientista e seu filho.

?O cientista era uma pessoa preocupada com o destino do mundo e ocupava-se pensando e estudando formas sobre como mudar ou melhorar a situac?o atual.

Seu filho de seis anos era extremamente curioso e inquieto, e estava decidido a ajudar o pai. O pai tentava se concentrar em seus estudos, mas o menino tomava-lhe muito tempo com perguntas e interrupc?es constantes. O homem ent?o pensou em uma maneira infalivel para ter um pouco de sossego e concluir seus estudos. Procurou algo que pudesse distrair o menino e encontrou um mapa mundi.

Recortou o mapa em varios pedacos e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:

? Filho, voce gosta de quebra-cabeca? Ent?o vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui esta o mundo todo em pedacos. Veja se consegue conserta-lo certinho! E faca tudo sozinho.

Com isso, avaliou que a crianca levaria dias para terminar o quebra-cabeca. Entretanto, passado pouco tempo, ouviu a voz do filho que o chamava novamente:

? Pai, pai, ja fiz tudo! Consegui terminar tudo sozinho!

O homem ficou perplexo! Seria impossivel que conseguisse montar um mapa que jamais havia visto. O cientista exclamou:

? Deixei um quebra-cabeca que eu mesmo levaria dias para terminar e voce o terminou t?o rapido...

? Pai, eu n?o sabia como era o mundo, mas vi que do outro lado havia a figura de um homem. Tentei juntar os pedacos do mapa, mas n?o consegui. Foi ai que me lembrei do homem: virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo...?

Por fim, e n?o menos importante, esta o senso de realizac?o. Sem ele e como se tivessemos uma grande vontade de fazer, sabermos o que e como fazer, mas n?o fazemos. Conheco pessoas que vivem sonhando com um emprego melhor, um salario maior, mais qualidade de vida, um grande romance e n?o conseguem nada. O que falta a elas e continuidade em suas ac?es. Muitas vezes tomam o primeiro passo e n?o seguem adiante, deixam escapar uma oportunidade e desistem.

O senso de realizac?o difere da coragem justamente no ponto em que a coragem nos impulsiona a agir. Agora, para que haja resultado, e necessario persistir, manter um ritmo, ou melhor, ter um forte senso de realizac?o. Este e o verdadeiro motor da mudanca: atitude!

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A educação como é o principal meio de transformação do ser humano, não podia deixar de ser afetado pela tecnologia e até o lazer mais simples como assistir televisão também esta sendo afetado pela tecnologia.

Propor uma análise crítica deste fenômeno e destacar tendências dentro deste universo, especialmente como as novas tecnologias alteram a maneira de se lidar com os objetos, a informação e produção de conteúdo. Mudanças essas que cada vez mais definem novos padrões e comportamentos.

O que acho interessante nesse processo de transição que vivemos é perceber que as pessoas já aceitam que tudo é mídia, que mídia é conteúdo e que tudo está mudando. Uma forma simples de responder a essa questão é entender que novas mídias são tudo o que está aparecendo em formato digital.

A era digital está mudando a maneira como as pessoas consomem a mídia. E isso veio para ficar. É para sempre. O que eu vejo é que a maneira como as pessoas consomem mídia vem mudando aceleradamente.

A tecnologia é um dos mais fortes agentes de transformação do mundo moderno. Em particular, a tecnologia da informação é uma das mais poderosas formas como a tecnologia se manifesta. Ela viabiliza novas formas de pensar, de se relacionar, de fazer negócios, de trabalhar, de gerenciar, de comprar, de vender, etc.

Essas formas rapidamente se constituem em novos paradigmas,em alguns casos tão superiores aos anteriores, que às organizações pode não restar outra opção a não ser adotá-las.

Pagando um preço muitas vezes bastante elevado, as organizações estão descobrindo que somente a tecnologia da informação não basta; seus plenos benefícios, só podem ser alcançados, através das pessoas que dela se utilizam.

Sempre disse que o homem sempre foi é sempre será o grande agente transformador.

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Capitalismo Informacional
Produtividade x Inovação
Competitividade x Flexibilidade

Redefinição de mão-de-obra:
genérica x auto-programável
diferenciação: educação, capacidade de incorporar conhecimentos e informação

inovação = fonte principal de produtividade
conhecimentos e informação = elementos novos do processo produtivo
educação = qualidade principal do trabalhador
geradores de conhecimentos e processadores de informação = novos produtores

Surgimento do estado em rede

Batalhas culturais = localizadas na mídia
Lutas pelo poder = situadas em redes de troca de informação e manipulação de simbolos

Cultura (fonte de poder) e Poder (fonte de capital) = base para nova hierarquia social

Nova estrutura social
Constituída de redes de produção, poder e experiência, que constróem a cultura da virtualidade nos fluxos globais os quais, por sua vez, transcendem o tempo e o espaço.

A compressão do nosso mundo requer a análise simultânea da sociedade em rede e de seus desafios conflituosos.

Os novos caminhos da transformação social
Formação das sociedades a partir da interação entre Rede e Ser
Sociedade em rede x poder da identidade

Liberação do potencial de produtividade
Amadurecimento da economia informacional
difusão da tecnologia da informação

Substituição do esforço físico pelo trabalho mental

Era da perplexidade consciente

A promessa da Era da Informação representa o desencadeamente de uma capacidade produtiva jamais vista, mediante o poder da mente.
Penso, logo produzo. O sonho do iluminismo está a nosso alcance
Todavia, há uma enorme defasagem entre nosso excesso de desenvolvimento tecnológico e o subdesenvolvimento social.

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Nos últimos anos temos vivenciado uma grande transformação em nossa sociedade. Muitos autores tratam o período em que vivemos como a Era da Informação. Outros termos como, Era do Conhecimento, Sociedade da Informação e Economia da Informação são freqüentemente empregados e todos designam o mesmo fenômeno. A principal característica dessa nova era é sua multidimensionalidade, porque estão envolvidas nas novas dinâmicas sociais, modificações em diferentes esferas: tecnológica, econômica, política, educacional e cultural.

O surgimento da Era da Informação, suas implicações e desdobramentos futuros constituem fonte rica para pesquisas. O tema suscita calorosas discussões e facilmente arrebata defensores e opositores quando são considerados os impactos que as TI vêm exercendo na sociedade e principalmente quando tratamos da aprendizagem e do mercado de trabalho.

Entre aqueles que defendem o uso das novas tecnologias de informação temos o sociólogo Castells (1998), que considera positivo o papel das novas tecnologias de informação na geração do conhecimento e na maior velocidade na troca e difusão de informações dentro da estrutura da sociedade. Segundo o autor, uma das áreas que se beneficia mais intensamente do desenvolvimento dos novos recursos é a educação, tendo em vista que as TI - Tecnologias de Informação ampliam a capacidade das pessoas de progredir em seus conhecimentos, criar riqueza e utilizá-la mais sabiamente que as gerações anteriores. Levy (1998) também é um aficionado pelas novas tecnologias. O autor ressalta a interação entre as novas tecnologias da informação e a educação. Nesse ponto ele constata o papel das novas tecnologias intelectuais, que ampliam, exteriorizam e alteram muitas das funções cognitivas humanas; e da maior facilidade de reprodução e transferência de informações, do aumento da memória, das simulações, entre outros, que acabam por aumentar o potencial de inteligência coletiva humana.

Por outro lado, alguns estudiosos sobre o tema consideram questionáveis alguns aspectos da Era da Informação, principalmente o fato da tecnologia não ser acessível a todos. O acesso às novas tecnologias é comprovadamente restrito a uma pequena parcela da população, o que torna limitada a capacidade das tecnologias de informação de contribuir de forma significativa e igualitária no aprendizado, na educação e na geração de oportunidades iguais em um mercado de trabalho que sofre um acelerado processo de reformulação.

Baggio (2000) argumenta que o ingresso da humanidade na era da informação é um fato, mas pouco acessível ao grande público. Segundo o autor, agora temos uma infinidade de soluções digitais, cada dia mais surpreendentes e avançadas. Entretanto, se esse conhecimento acumulado não é compartilhado, corremos o sério risco de ver ampliado o abismo que separa os ricos dos pobres. Em um mundo cheio de pobreza e grandes desigualdades sociais é difícil imaginar que a informação possa ser amplamente difundida e que possa beneficiar a sociedade como um todo.

O próprio Castells (1998) afirma que na era da informação, algumas das características marcantes do capitalismo: desigualdade, pobreza, miséria e exclusão social se apresentam de forma evidenciada. Pensar em exclusão digital, de fato, não significa meramente pensar na falta de equipamentos ou sistemas computacionais de informação acessíveis à população, trata-se também de um processo de exclusão social, econômica e cultural. Conforme Schwartz (2000), a exclusão digital não significa somente deixar de ter acesso a bens eletrônicos como computadores, internet, telefones celulares e televisores via satélite, mas sim, continuarmos incapazes de pensar, de criar e de organizar novas formas, mais justas e dinâmicas, de produção e distribuição de riqueza simbólica e material.

O perigo da exclusão digital ainda é mais alarmante em países como o Brasil. A partir de dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Baggio (2000) discute sobre o mundo da tecnologia, que também se configura, segundo o autor, como uma forma de exclusão social. O Brasil tem milhões de pessoas incapazes de ler e escrever. Mais assustador ainda deve ser o número de analfabetos e destituídos digitais, despreparados e sem mínimas condições para viver e interagir com as máquinas.

A informação como mercadoria

A partir dos anos 70, conforme Aun (2001), passamos a vivenciar o surgimento de uma nova ordem mundial, regida principalmente pelo liberalismo econômico e pelo avanço tecnológico. Essa versão atualizada do capitalismo tem como pilares de sustentação as novas TI e o processo de globalização econômica. A nova Era Informação provoca o surgimento de novas relações econômicas, sociais, políticas, educacionais e culturais, apresentando como principais características a escala planetária, o tempo real, o anonimato e a descentralização.

Segundo a autora, a informação, esse novo componente econômico, social, cultural, educacional e político, uma mercadoria imaterial e incorpórea que passa a ser o novo alimento das relações de poder dentro da ótica capitalista.

Segundo Dosi (1998), apud Castells (1998), estudos vêm comprovar uma estrita relação entre a criação e difusão do conhecimento, a competitividade, a produtividade e a acumulação. A informação gera conhecimento e este sustenta as novas relações de poder no mundo atual. A inexistência de interação entre as inovações tecnológicas e sua conseqüente aplicação aos valores humanos e sociais leva a um aprofundamento ainda maior dos desníveis econômicos e sociais, gerando processos de exploração, exclusão e dominação.

Os chamados bens informacionais não são realmente de domínio público como muitos defensores das tecnologias de informação acreditam. Conforme Aun (2001), de fato, têm-se a impressão de que a informação está mais acessível ao grande público tornando os cidadãos mais independentes. Muitas vezes essa facilidade de acesso é divulgada como acesso à cultura e à educação, mas na verdade essa acessibilidade trata-se de mais uma atividade ligada ao consumo dentro da ótica capitalista.

A função do acesso à informação no sentido de possibilitar a inserção do indivíduo em aspectos culturais, econômicos e sociais não se concretiza. A criação e a comercialização de informações encontra-se restrita a um número seleto de detentores, que as retêm ou as comercializam conforme seus interesses. Mantêm-se dessa forma as relações de poder já existentes, porém no contexto atual, a informação é o bem passível de ser transformado em capital. Por se tratar de um bem imaterial, o conhecimento produzido continua retido na sua origem. Aquele que gera a informação continua dominando todo o seu processo.

Dentro do novo conceito de economia mundial, a idéia de consumidor (de informação) torna-se ainda mais refinada e divide essa nova sociedade em três grupos: o dos produtores, o dos consumidores e o dos não produtores e consumidores (excluídos).

A EXCLUSÃO DIGITAL COMO PROCESSO ECONÔMICO E SOCIAL

Muitos dos defensores dos avanços introduzidos pela evolução das tecnologias de informação têm como principal ponto de vista as questões técnicas, tais como ampliação das redes de cabeamentos, aumento da velocidade de transmissão, desenvolvimento de inteligências artificiais, comercialização de equipamentos e serviços. Quando o tema da exclusão digital é considerado, muitos desses defensores continuam presos ao conceito material do problema.

De acordo com Schuwartz (2000), o grande equívoco está no fato das atenções estarem concentradas em indicadores quantitativos como número e distribuição territorial de equipamentos, sistemas físicos de conexão, etc.; ao invés de serem avaliadas as questões mais substantivas, que não são resolvidas apenas pela tecnologia, pois dependem do uso e das políticas que cercam a tecnologia e lhe dão conteúdo. Segundo o autor, o maior risco, com a disseminação de redes de informação, é o de se observar apenas a reprodução dos padrões de aceitação política e de passividade intelectual que predominaram nas relações da sociedade.

(Levy, 1998) também afirma que o propósito do desenvolvimento dos recursos computacionais e das redes não é mais o de desenvolver máquinas cada vez mais capazes de processar e até mesmo de tomar decisões, mas sim, a inteligência coletiva, isto é, a valorização, a utilização otimizada e a colocação em sinergia das competências, imaginações e energias intelectuais, independentemente de diversidade qualitativa e de sua localização para o bem da sociedade.

As dimensões sociais, econômicas, políticas e culturais das novas tecnologias da informação, como anteriormente tratadas, passam a despertar maior interesse de pesquisadores e estudiosos do assunto. Castells (1998) analisa as relações de consumo e de produção para determinar as origens da exclusão digital. Nesse processo são igualmente identificadas as relações que levam a desigualdade, pobreza e miséria. As grandes desigualdades sociais, a má distribuição de renda e a falta de políticas de educação são consideradas pelo autor como as principais razões para a exclusão digital. De fato, é difícil imaginar um amplo acesso aos recursos da rede em países onde os esgotos correm a "céu aberto" e pessoas tem rendimentos financeiros inferiores ao mínimo aceitável para sobrevivência.

A introdução da nova ordem mundial ainda vem acentuar mais as desigualdades sociais e econômicas, principalmente em países em desenvolvimento. O número de pessoas vivendo em condições miseráveis tem aumentado significativamente e as desigualdades econômica e social têm-se tornado mais críticas. De fato, muitos pesquisadores apontam o crescente desemprego, a queda dos valores salariais e os processos de terceirização como reflexos da automação e da migração dos recursos da produção para o investimento financeiro, somente viável após a implantação da rede global, interligando os mercados de capitais.

Castells (1998) ainda vem apresentar pontos de análise relacionados a essa exclusão digital que suscitam a reflexão, no que diz respeito, ao processo de empobrecimento e desemprego. A exploração do trabalho acontece de forma mais intensa após o surgimento das TI, derrubando o mito de que a redes tornariam mais fácil o modo de vida da sociedade. O exemplo do setor bancário no Brasil ilustra bem essa realidade. Milhares de trabalhadores que acreditavam numa melhoria do ambiente de trabalho com o auxílio das tecnologias, acabaram desempregados; e os que restaram viram-se obrigados a trabalhar com um nível maior de atribuições e responsabilidades. Grande parte daqueles que perderam seus empregos dificilmente tiveram acesso às tecnologias e à rede novamente. Verificamos então a existência de uma espécie de círculo vicioso: a exclusão digital gerando exclusão social e vice-versa.

CONCLUSÃO

Tentar refletir sobre esse círculo vicioso de exclusões foi o desafio maior proposto neste artigo. Conclui-se que aqueles que estiverem desconectados da rede estarão em última análise fora do mercado. A exclusão digital pode ser também entendida num contexto mais amplo, não somente individual, mas de um grupo ou mesmo de um país. Aquele que estiver fora do mercado, dificilmente terá acesso à rede. Qualquer pessoa ou grupo que possa ser uma fonte de valor permanece conectado à rede, mas a partir do momento que perde esse valor pode ser facilmente desconectado e dificilmente terá a chance de um uma nova reinclusão.

Castells (1998) chama esses grupos excluídos de "o 4º mundo". Segundo ele, essa categoria seria composta por aqueles que perderam seu valor dentro da sociedade informacional capitalista, por causa da pouca contribuição que eles podem oferecer ou pelo fato de não serem potenciais consumidores. Esses desconectados acabam por ser socialmente excluídos. Ao mesmo tempo os socialmente excluídos não têm acesso à rede por sua pouca capacidade de geração e consumo de informação e conhecimento, sendo, portanto, excluídos dela.

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Pô, esqueci de marcar os links.
Depois eu procuro, pá.

http://blog.ypsilon2.com/

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